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segunda-feira, 12 de março de 2012

Machado de Assis e o Teatro.

Machado de Assis (Imagem Google)
Nascido Joaquim Maria Machado de Assis em 1839, no Rio de Janeiro, Machado de Assis como é conhecido, foi escritor, dramaturgo, jornalista, poeta, crítico e ensaísta. Mestiço, como boa parte da população brasileira, estudou em escola pública,  um autodidata que apesar das dificuldades dos primeiros anos, se tornaria um mestre da língua e o maior escritor do país.

Com  ironia refinada, inspirou-se na alta burguesia da época para escrever suas peças de teatro.

Entre crônicas, romances, poesia, ensaios, etc., destacamos aqui seu lado dramaturgo que entre os anos de 1860 e 1906 produz: Queda que as mulheres têm para os tolos, Desencantos, Hoje avental, amanhã luvas, O caminho da porta, O protocolo, Teatro, Quase ministro, Os deuses de casaca, Tu, só tu, puro amor, Não consultes o médico e Lição de botânica, despontando no cenário brasileiro e estreando sua primeira peça em comemoração ao tricentenário de Camões no Imperial Teatro Dom Pedro II em junho de 1880.

A peça “O Protocolo” - comédia em um ato, representada pela primeira vez no Ateneu Dramático - é bastante conhecida dos apaixonados por literatura brasileira e dos estudantes, já que é um texto muito utilizado em sala de aula, em projetos de cultura e vestibulares. Em 2000, o ator Marco Cardoso junto com amigos de Cia. encenaram O Protocolo de Machado de Assis, no palco do Theatro Vasques em Mogi das Cruzes/SP  –  romance épico, passado no ano de 1863 que conta a história do galante e sedutor Venâncio Alves, que faz de tudo para chamar a atenção de belas mulheres, em especial das casadas. Em dado momento, a situação se agrava: Venâncio conquista nada mais nada menos que Elisa, a mulher de Pinheiro, seu melhor amigo –, como parte de um projeto voltado para estudantes das escolas de Mogi das Cruzes e região.  

A dramaturgia machadiana foi e é considerada por alguns críticos mais adequada à leitura do que à representação. Transpor a linguagem do escritor para o palco é o que muitos atores e diretores têm feito, mas, tornar o texto palatável à encenação sem abrir mão do estilo do autor é um desafio que poucos encaram.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O que temos para 2012.

O ator Marco Cardoso acredita que este será um ano de mudanças e muitas parcerias, longe do fim do mundo, 2012 reserva muito trabalho e realizações. O ano mal começou e o ator está cheio de projetos e novidades que ao longo dos próximos meses serão conhecidos aqui no blog.

De trabalhos com clown, esquetes para o teatro in company, passando por filmes, chegando ao que ele mais gosta de fazer, as peças teatrais.

Quanto as parcerias, somar para dividir, essa é a chave do sucesso nas empreitadas. Neste ano o ator dará especial atenção a projetos que possa desenvolver junto aos amigos e profissionais que sempre o acompanharam, além é claro dos novos parceiros que têm surgido.

Em breve divulgaremos aqui novos projetos do ator.

Encerramos com algumas imagens da trajetória do ator em companhia de amigos, os também atores da Cia Radipohônica, Cia de Rua e Hórus Trio Combinações.


 









(por
Meg Mamede)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O lúdico e a saúde.

Marco Cardoso, foto de divulgação
Cia de Rua
Só quem já ficou doente ou precisou acompanhar um familiar ou amigo ao hospital sabe o quanto é desolador e angustiante estar hospitalizado. Há várias pesquisas científicas que confirmam que cuidados médicos e atividades lúdicas podem ser grandes aliados no tratamento e recuperação de pacientes.

Algumas instituições de saúde – hospitais e clínicas – têm adotado essa prática através do voluntariado ou da contratação de serviços especializados.

A frase “rir é o melhor remédio” deveria ser traduzida como “amar é o melhor remédio”, pois quando um voluntário ou artista visita uma unidade médica no intuito de minimizar, mesmo que por alguns minutos, a dor e o estranhamento dos pacientes, especialmente crianças e idosos, levando um pouco de alento e descontração para aquele ambiente frio e desconhecido, é sem dúvida o amor ao próximo que prevalece.

Todos nós conhecemos a história de Hunter Patch Adams, por conta do bonito filme protagonizado por Robin Williams, mas a verdade é que existem muitos Patch Adams anônimos, gente que se sente recompensada com somente um sorriso em meio à dor, voluntários que através da solidariedade contribuem para uma sociedade melhor. Somam-se a eles os artistas que escolheram fazer sua arte junto ao setor da saúde dedicando seu tempo na humanização dos profissionais da área e na atenção às famílias e pacientes.

Marco Cardoso, foto de divulgação Cia de Rua
O ator Marco Cardoso que já fez parte da Clínica Itinerante de Bobologia Aplicada da Cia Radiophônica & Outras Cousas diz que “a experiência de levar arte a pessoas doentes ou hospitalizadas é mais que gratificante, porque rir quando estamos bem e com saúde não é nada se comparado ao riso e a alegria expressada por alguém que está há dias num hospital lutando contra alguma enfermidade”.


Saiba mais sobre profissionais que atuam nessa área no Brasil e no mundo acessando:

Doutores da Alegria (São Paulo, Brasil)

Bola Roja (Perú)


Patch Adams (E.U.A)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Resgatando as Raízes


Marco Cardoso e Flávio Dias em cena de
"O Sertanejo" da Cia Radiophônica

“Os brasileiros se sabem, se sentem e se comportam como uma só gente, pertencente a uma mesma etnia. Essa unidade não significa porém nenhuma uniformidade. O homem se adaptou ao meio ambiente e criou modos de vida diferentes. A urbanização contribuiu para uniformizar os brasileiros, sem eliminar suas diferenças. Fala-se em todo o país uma mesma língua, só diferenciada por sotaques regionais. Mais do que uma simples etnia, o Brasil é um povo nação, assentado num território próprio para nele viver seu destino”

(Darcy Ribeiro, antropólogo brasileiro 1922-1997)





O ator Marco Cardoso nascido em Mogi das Cruzes – SP, cujas origens estão no Vale do Paraíba – região conhecida, antigamente, pela ligação direta com os ciclos de produção de café no país e hoje, após declínio, tem na agropecuária e agricultura, em menor escala, sua atividade principal – conviveu de perto em sua infância com o típico sertanejo, o caipira – o que mora no interior em contraposição a quem vive na cidade – conhecendo também sua cultura. Nos anos de 2003 e 2004 o ator Marco Cardoso e outros atores da “Cia. Radiophônica & Outras Cousas” trouxeram para os palcos a cultura caipira com a peça “O Sertanejo” com produção e direção dos também atores Waleska Firmino e Flávio Dias, fundadores da Cia Radiophônica.

O Espetáculo:

Elenco de "O Sertanejo" (2003/2004)
(fotos do acervo da Cia Radiophônica)

"O Sertanejo" faz homenagem a todos os homens da terra, aos que diariamente lutam para dela retirar seu sustento, aos que a respeitam e apreciam suas muitas belezas e riquezas, aos que melhor entendem que os seres humanos são elos na corrente da natureza, e não seus mestres. O elenco, caracterizado como o autêntico habitante interiorano, o caipira paulista, conta “causos”, canta músicas tradicionais e representa personagens de lendas e superstições de nosso folclore, como a moça casadoira que negocia um noivo com Santo Antônio, e a história da mocinha que se envolve com um padre e vira a Mula-sem-cabeça. As relações do caipira com a terra, seus valores e tradições são reveladas em belíssimos textos inspirados nas obras do folclorista Cornélio Pires e do sociólogo Antônio Cândido - “Coletânea Sertaneja“ e "Os Parceiros do Rio Bonito".

A pesquisa musical resgata clássicos imortalizados pelas vozes de Alvarenga e Ranchinho, Inezita Barroso, e preciosidades do folclore mineiro e nordestino. Um fato verídico da região de Mogi, ocorrido nos idos de ‘50 também é resgatado, o folclórico e frustrado assalto ao trem pagador. Outro aspecto interessante a salientar é o estudo de sotaque e prosódia (peculiaridades regionais do idioma) que o elenco traz para as cenas. (fonte: http://www.ciaradiophonica.com.br/)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Educar para Fruição.

Marco Cardoso, Jaqueline Vieira e Marcela Lino, atores da Cia Radiophônica de Theatro & Outras Cousas em "O Grande Concurso Cultural" trabalho com enfoque na 5 regiões geográficas do Brasil e abordagem do meio ambiente e cultura regional.  (foto: acervo da Cia Radiophônica).

Baseado em dados do MinC para exclusão cultural de 2007, podemos afirmar seguramente que os números para cultura no país não são nada animadores se considerarmos nossa extensão territorial e número de habitantes:

Somente 14% dos brasileiros frequentam cinemas;

92% dos brasileiros nunca foram a museu;

Apenas 7% da população brasileira estiveram em uma exposição de arte;

22% viram um espetáculo de dança;

Mais de 90% dos municípios não possuem salas de cinema, teatro ou museu;

73% dos livros estão concentrados nas mãos de apenas 16% da população.

E não paramos por aí,

Mais da metade dos brasileiros nunca comprou um único ingresso de cinema, nunca foi ao teatro, nunca viu uma exposição de arte, nunca assistiu a um show musical;

69% dos brasileiros nunca leu um livro;

77% dos brasileiros preferem usar o tempo livre com a televisão;

56% dos freqüentadores de cinema preferem filmes americanos. 72 % acham esses filmes ótimos e olha que o Brasil produz mais de 100 filmes/ano (para conhecer os números atualizados e publicado em 2010 acesse Cultura em Números).

Esse é o panorama da cultura no nosso país. Em face dos números poderíamos discutir por horas, dias ou meses de quem é a culpa, mas isso não levaria a solução dos problemas. É certo que o dever de garantir o acesso ao lazer e a cultura é do Estado, contudo, não podemos e nem devemos nos isentar de responsabilidades enquanto cidadãos que somos, por isso conhecer nossos direitos, bem como, os programas de incentivo à cultura sejam eles na esfera municipal, estadual ou federal nos traz a possibilidade de melhorar esses números a médio e longo prazo. A cultura é direito de todos! Mas, é nosso dever contribuir, cada um a sua maneira e através do papel que desempenha junto à comunidade, para que isso seja, também, uma realidade de todos.

Mas como fazê-lo?

Eu sempre acreditei que a base de tudo é a educação. E não me refiro aqui à educação formal, parte importante no processo, mas que sozinha não dá conta de preparar o cidadão no aprendizado da fruição. O conjunto formado pela família, escola, entorno e as escolhas feitas ao longo dos anos, são juntos, os responsáveis pelo cidadão que vê o lazer e a cultura como algo importante em sua vida, tanto quanto: um bom emprego, uma casa confortável e outros itens comumente importantes para o brasileiro. Isso é para poucos como nos mostram os números, mas não é algo impossível de mudar, requer esforço dos governos, das empresas, do terceiro setor e, sobretudo, vontade de mudança por parte da população excluída e/ou que se exclui da cultura. Os projetos de educação – formais ou não – são ferramentas fundamentais nesse processo e o esclarecimento e acesso à informação instrumentaliza agentes comunitários, produtores culturais, cooperativas e sindicatos ligados à cultura, artistas, gestores culturais e interessados em geral, fomentando a sociedade de maneira a aproveitar melhor nossa diversidade cultural.

A soma de tudo isso além de dar voz e forma a cultura brasileira, incentiva o artista a fazer o que sabe fazer de melhor, gera trabalho e estimula o cidadão no exercício da fruição.

Quem sabe daqui alguns anos a democratização da cultura será mais ampla, resultando em números melhores e cidadãos que se apropriam dos espaços e se identificam como sujeitos históricos realmente importantes no processo de desenvolvimento do país. Cidadãos que não atravessem a rua ao se deparar com uma cena de teatro, que não tenham medo ou vergonha de entrar num museu ou biblioteca, que cobrem e usufruam pra valer do que lhes é de direito. Brasileiros que vejam a cultura como uma aliada na construção do saber e na prática da cidadania.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Teatro Infantil

Os atores Silvio de Souza, Paula Rodrigues, Marco Cardoso e Karin Hayashi.


O que é Teatro Infantil (1994)

Coleção Primeiros Passos

Autor: Fernando Lomardo

Editora Brasilense


Aborda o teatro infantil como espetáculo, uma vez que a maioria das publicações sobre o assunto, enfoca o teatro-educação. O livro contém também alguns aspectos da História do Teatro Infantil e uma análise da dramaturgia para crianças produzida no Brasil até os anos 80.



***

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Malabarismo.

Marco Cardoso fazendo malabarismo em cena do capítulo 13 da novela Tempos Modernos.

Diversas são as formas de trabalhar o corpo, fortalecer o físico e desenvolver a mente para ganhar mais saúde e qualidade de vida. Mas poucas se comparam em beleza, diversão e poder de transformação quanto à arte esportiva dos malabares. Malabarismo significa manipular objetos com criatividade, destreza e harmonia. Uma arte símbolo da grandeza que é o homem no domínio completo das faculdades do próprio corpo.

Segundo a lenda, o malabarismo surgiu numa ilha chamada Malabar. Lá os jovens deviam exibir suas habilidades com os malabares num ritual que celebrava a entrada na maioridade. Segundo a história, o malabarismo tem raízes mais antigas do que muitos esportes mais populares. Registros indicam que é uma arte praticada há milhares de anos.

No Egito existem inscrições funerárias datadas de dois mil anos atrás fazendo referência aos malabares. Na tumba de um faraó conhecido como Beni Hassan foram encontrados uma série de desenhos de uma malabarista realizando acrobacias jogos com seu repertório de bolas. Existem documentos chineses, egípcios, bizantinos, gregos e romanos que mostram desenhos contendo comprovações de que o malabarismo é um velho conhecido da humanidade. (leia na íntrega)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Levando a arte onde o povo está.

Os atores Thiago Cardoso e Marco Cardoso com Delaveiga,
funcionário da Uliana durante SIPAT da empresa.
Há anos fazendo teatro em palcos, escolas e nas ruas, o ator Marco Cardoso pôde descobrir outro espaço para levar sua arte: as empresas.

As fábricas, em especial o chamado “chão de fábrica” são um terreno fértil para trabalhar as artes cênicas, lugar, onde profissionais dos mais variados segmentos passam oito horas do seu dia, tendo sempre que estar muito atentos a tudo.
A princípio nota-se alguma resistência por parte de trabalhadores que não compreendem muito bem o que está acontecendo, a interrupção no trabalho feita por pessoas estranhas a seção, caracterizadas ou não, personagens caricatas com as quais muitos deles se identificam ao longo da intervenção, fez com o ator conhecesse outras formas de aplicação das artes cênicas, o resultado não poderia ser outro, ao final, expressões mais sérias dão lugar ao riso e a descontração e, o recado é dado através do chamado teatro empresarial ou teatro in company. 
Nos dias atuais a busca pela qualidade de produtos e serviços forçou as empresas a se preocuparem mais com o humano, fator esse essencial para alcançar objetivos e metas. As empresas que investem mais no bem estar dos seus colaboradores, preocupadas com a qualidade de vida dos funcionários e a sustentabilidade da empresa e entorno, geralmente, apresentam  cases de sucesso e caminham  lado a lado com as exigências mercadológicas de vanguarda.
Cena do filme "Tempos Modernos" de Charles Chaplin, EUA 1936.
Pensando na revolução industrial e toda a evolução que se deu desde essa época, saindo da Inglaterra, passando pelos EUA, onde Ford e sua “linha de produção” alavancaram o sonho americano de alguns, chegamos ao mestre Charles Chaplin que em “Tempos Modernos” nos mostra um pouco da realidade do trabalhador que atuava e atua nas linhas de produção até hoje e, a força do capitalismo ditando regras. Contudo há que se considerar que o mundo corporativo é feito de idas e vindas, como tudo nessa vida, ora a tecnologia, ora o humano se revezam para dar respostas ao mundo global em que vivemos.
E onde entra a arte? A arte é fundamental nesse processo já que tem o papel de transformar a rotina mecanizada e na maioria das vezes aborrecida do trabalhador, chamando a atenção durante as SIPAT’s e outras Campanhas internas, para as melhorias, posturas e a cultura adotada pelas empresas e, em contrapartida, visa fazer com que o trabalhador receba treinamento, informação e conscientização de maneira lúdica e respeitosa.
A mesma arte que faz a crítica social no último filme mudo de Chaplin, traz informação e humor através das intervenções do ator Marco Cardoso e dos atores que o acompanham nos trabalhos.

Segundo o ator “é gratificante saber que a arte cumpre seu papel social quando estamos fazendo trabalhos como esses em empresas de Mogi das Cruzes e região, tanto quanto, quando uma peça de teatro torna-se sucesso de público".

Levar a arte onde o povo está deveria ser sempre uma máxima!
(por Meg Mamede)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Terapia de Casal na SIPAT da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes.


Os atores Marco Cardoso e Camila Molina apresentaram a peça "Terapia de Casal" durante o primeiro dia da SIPAT da Prefeitura de Mogi das Cruzes.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes realiza de 18 a 22 de julho, a 2ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), com o objetivo de conscientizar os funcionários públicos sobre a prevenção de acidentes no trabalho e doenças ocupacionais. A abertura do evento ocorreu ontem 18/07, às 10 horas, no Cemforpe. Durante toda a semana, serão realizadas atividades voltadas servidores, como palestras sobre temas como primeiros-socorros, prevenção de acidentes, bem-estar e segurança, entre outros.  Confira a programação.

O presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da Prefeitura, Oscar Ribeiro, lembra que a Sipat é uma atividade obrigatória por lei e deve ocorrer anualmente. “Nós buscamos uma participação efetiva de todos os servidores. A Sipat não deve ser vista como mero cumprimento da legislação, mas sim como a continuidade dos trabalhos voltados rotineiramente pela Cipa para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. O benefício esta na promoção da saúde e valorização da vida”, frisa.

Criada em 2009, a Cipa da Prefeitura conta com 32 membros, incluindo Prefeitura e Semae, e já desenvolve um trabalho contínuo de capacitação de funcionários e melhoria nas condições de trabalho dos servidores.

 
Leia também:
   Peça teatral abre semana contra acidentes
 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Em destaque

Foto: Último Segundo
Renato José Pécora (São Paulo SP 1926 - idem 2011). Diretor. Fundador e idealizador do Teatro de Arena, diretor do espetáculo Eles Não Usam Black-Tie, considerado divisor de águas, que introduz o nacionalismo no teatro brasileiro.

Ainda como aluno da primeira turma da Escola de Arte Dramática - EAD, em São Paulo, onde se forma em 1950, José Renato sugere o formato em arena para um espetáculo. O professor e crítico Décio de Almeida Prado oferece suporte teórico para a idéia apresentando-o ao estudo pioneiro de Margot Jones, Theater in The Round. José Renato e Décio escrevem, em colaboração com Geraldo Mateus Torloni, uma justificativa teórica para o projeto, apresentada como tese no 1º Congresso Brasileiro de Teatro, no Rio de Janeiro, em 1951.

No intuito de empenhar-se na experimentação do formato arena, articula uma companhia que a realize, fundando o Teatro de Arena de São Paulo, em 1953. A primeira montagem, sob sua direção, ocorre no Museu de Arte de São Paulo - Masp (ainda na Rua Sete de Abril), com Esta Noite É Nossa, de Stafford Dickens. O pequeno repertório formado nos anos subseqüentes apresenta-se em fábricas, clubes e escolas, até ser adaptada a sala que é sede do empreendimento, na Rua Teodoro Baima, em 1955.

Suas primeiras direções são exercícios, destinados ao encontro de uma estética em arena. Após a fusão com o Teatro Paulista do Estudante, TPE, o Arena aumenta seu contingente e ambiciona montagens mais relevantes, como Escola de Maridos, de Molière, em 1955. José Renato dirige Eles Não Usam Black-Tie, em 1958, lançando o primeiro texto de Gianfrancesco Guarnieri, germe do futuro Seminário de Dramaturgia. São direções suas, ainda no Arena, Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, em 1960; e Os Fuzis da Sra. Carrar, de Bertolt Brecht, em 1962.

José Renato cumpre um estágio na França junto ao Théâtre National Populaire, TNP, de Jean Villar, retornando ao final de 1959, quando o Arena excursiona no Rio de Janeiro. Nesta cidade é contratado para dirigir o Teatro Nacional de Comédia - TNC, agora também inclinado no rumo da nacionalização do repertório, ali estreando Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, em 1962, cuja direção garante a ele o Prêmio da Associação de Críticos do Rio de Janeiro. No mesmo conjunto, é o diretor de O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, em 1963. Seguem-se outras produções, entre elas O Círculo de Giz Caucaziano, de Bertolt Brecht, e As Aventuras de Ripió Lacraia, de Chico de Assis, em 1963, levadas em repertório para todas as capitais do país. Em 1964, inaugura o Teatro Ruth Escobar, com A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht.

Após o golpe militar, vai para Curitiba, onde ajuda a fundar o Teatro de Bolso, com a encenação de O Noviço, de Martins Pena, 1965.

Com a extinção do TNC, Renato torna-se um diretor de produções isoladas. Em 1979 encena Rasga Coração, obra do amigo de longa data Oduvaldo Vianna Filho, um de seus maiores sucessos de crítica e público, num momento marcado pelo teatro de resistência.

Em 1970 ingressa como professor de direção teatral na Escola de Teatro da Fefierj, atividade que exerce até 1996, ao se aposentar.

Dedica-se também à dramaturgia, sendo de sua autoria: Plantas Rasteiras, prêmio de melhor autor da Academia Paulista de Letras; Escrever sobre Mulheres, encenada no Teatro Brasileiro de Comédia - TBC, 1951, e no Teatro de Arena, 1956; Ternura, encenada na TV Record, São Paulo, 1957; Visita de Pêsames; O Aniversário; Ano Bom em Família; Alguém Dormiu com Maria; sendo co-autor, juntamente com Paulo Pontes e Milton Moraes, de Um Edifício Chamado 200. Este último, de 1972, é um sucesso de bilheteria, juntamente com Alegro Desbum, de Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa, 1973; Baixa Sociedade, de Juca de Oliveira, 1979; e Motel Paradiso, também de Juca de Oliveira, 1982.

Sua encenação de A Ópera dos Três Vinténs merece a seguinte avaliação do crítico Décio de Almeida Prado: "O caráter paródico do texto fá-lo oscilar permanentemente entre o sinistro e o cômico. A encenação de José Renato resolve esta duplicidade de tom sempre a favor do burlesco. (...) O desempenho dos atores, de resto, é pouco estilizado, quase realista, não tirando partido das sugestões plásticas do expressionismo alemão. Estas falhas são todavia compensadas pela excelente concepção geral do espetáculo, fundadas sobre os cenários e figurinos apropriadamente carregados de Flávio Império".1

Notas

1. PRADO, Décio de Almeida. Exercício findo. São Paulo: Perspectiva, 1987. p. 58-61.



"Grande homem do teatro brasileiro. Amigo, profissional e excelente pessoa com quem tive o prazer de trabalhar em 'De Cara com o Avesso' em 2004. O teatro brasileiro ficou mais pobre ao perder no dia 02 deste mês o ícone Zé Renato."
(Marco Cardoso)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Educação, Cultura e Diversão.

Essa é a proposta do grupo Cia de Rua para as escolas de Mogi das Cruzes e região, do ensino básico, passando pelo fundamental ao médio. A intenção dessa trupe é levar alegria de maneira lúdica e educativa,  despertando em crianças e adolescentes o interesse pelas artes. Os artistas Marcio Pial,Camila Molina, Marco Cardoso, Diego Castilho e o DJ Bali, com vários trabalhos na região e na capital paulista, levam até sua escola "DJ Pipoca e o Quarteto Palhaço" .

Segundo Marcio Pial, artista fundador do Cia de Rua, o grupo iniciou suas atividades em 2003 a partir de iniciativa própria, unindo toda a força e atitude dos dançarinos de rua com a beleza e graciosidade dos espetáculos circenses, buscando ações com uma nova concepção artística. Desde então, vem realizando diversos tipos de trabalho, desde peças infantil e adulta, eventos corporativos, bem como apresentações de acrobacia, malabares, palhaços e dança. Durante sua trajetória, participou de festivais de teatro, sendo contemplado em primeiro lugar com o prêmio Pirim-pim-pim, do Festival de Teatro Infantil de Mogi das Cruzes, no ano de 2008.


Para mais informações visite o site do grupo Cia de Rua ou entre em contato através do tel (11) 9579-1642 e-mail: marcio.pial@hotmail.com ou ainda marcohcardoso@gmail.com e leve para sua escola uma ótima opção para alunos, professores e colaboradores, afinal, alegria só faz bem!



(por Meg Mamede)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Glossário das Artes.


Na foto: Silvia Cayres Braun, Edna de Castro, Bruno Duarte Sipoli, Marcio Pial, William Amaral, Luiz Fernando Ferreira Bastos, Pedro Muccioloco, Marco Cardoso (ao centro com volante), Lindsey Aleixo Zilli, Miriam Dias, Giuliano De Simone Pallos, atores e artistas que se apresentaram durante a Virada Cultural 2011 no Centro Cultural São Paulo.

 Espetáculo:  Francês: Spectacle; Inglês: performance; Alemão: Vorstellung, Aufführung; Espanhol:  Espetáculo.

É espetáculo tudo o que se oferece ao olhar. "O espetáculo é a categoria universal sob as espécies pela qual o mundo é visto" (BARTHES, 1975:179). Este termo genérico aplica-se à parte visível da peça (representação), todas as formas de artes de representação (dança, ópera, cinema, mímica, circo, etc.) e as outras atividades que implicam uma participação do público (esportes, ritos, cultos, interações sociais), em suma, a todas as cultural performance das quais se ocupa a etnocenologia.

(Fonte: Dicionário de Teatro de Patrice Pavis)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em destaque.

Ronaldo Ciambroni, é ator, compositor, autor e diretor de teatro, TV e cinema.

Ganhador de mais de uma dezena de prêmios, incluído vários Moliere e Apetesp, Ciambroni é autor de 12 programas de TV, com destaque para Vila Sésamo, 22 textos para teatro infantil e dezenas para teatro adulto.

Trabalha profissionalmente como ator desde 1969. No mesmo ano, escreveu "Pop, a garota legal", uma peça infantil.

Em seguida, veio "Menino não entra, menina não entra", que era sobre o relacionamento de meninos com meninas, e também sobre as pessoas aprenderem a dividir o que têm. Em Portugal, a peça foi considerada comunista. No Brasil, a peça foi proibida também.

Depois, veio "O Palhaço Imaginador", que foi a primeira peça interativa: as crianças brincavam com o palhaço e davam um destino para o personagem. A platéia interagia com os atores, e dava ênfase à criação. As crianças participavam totalmente do espetáculo, e usavam a imaginação. Ganhou, com esse espetáculo, o primeiro Prêmio Molière. Nessa época, ele já estava escrevendo "Vila Sésamo".

Ciambroni foi o primeiro ganhador do Molière para espetáculo infantil. No mesmo ano foi indicado como ator por "Donana" (1974), e ganhou um prêmio pelo conjunto dos trabalhos, incluindo "Adeus, fadas e bruxas".

"Adeus, fadas e bruxas" transformou-se em um grande musical, dirigido por Emílio di Biasi, que só tinha dirigido teatro adulto anteriormente, e também Ivete Bonfá, Vic Militello, Edwin Luisi, Cristina Pereira, Ricardo Blat. Atores que eram muito respeitados no teatro adulto.

Com o espetáculo "A vaca Lelé", ganhou o segundo Molière.

Ronaldo Ciambroni foi um dos autores de "Vila Sésamo". Escrevia a versão brasileira e fazia a música também. Adaptava, também, alguns textos, mas como Naum Alves de Souza criou alguns bonecos brasileiros (o marinheiro, D. Hortênsia), foi Ciambroni quem deu personalidade a eles. (leia na íntegra).

Um dos últimos textos infantis que escreveu foi a peça "Tucunaré, a filha da lua", uma lenda indígena, peça na qual os atores Marco Cardoso, Camila Molina, Thiago Cardoso e Rafaela Federici estão trabalhando, sob a direção do próprio Ciambroni, e que em breve poderá ser vista em São Paulo.


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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Maratona Cultural no Teatro Vasques - Mogi das Cruzes.


O ator Marco Cardoso juntamente com a Cia de Rua se apresentará na Maratona Cultural que acontece nos dias 12 e 13 de fevereiro de 2011 no Teatro Vasques - teatro municipal de Mogi das Cruzes - com espetáculo, bem humorado, para o público adulto "Cascando o Bico" sob direção de Marcio Pial no sábado dia 12 às 20h. No domingo 13 será a vez da criançada se divertir em companhia do "Quarteto Palhástico" às 15h. Os ingressos custam R$ 10,00. Além da Cia de Rua outros artistas e cias da região estão na programação. Compareça!

Serviço:

MARATONA CULTURA

Data: 12 e 13/02/2011
Local: Teatro Vasques (junto ao Centro Histórico e Praça do Carmo)
Ingressos: R$ 10,00

"Cascando o Bico" dia 12/02/2011 às 20h - Adulto

"Quarteto Palhástico" dia 13/02/2011 às 15h - Infantil

(por Meg Mamede)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Notícias de Mogi e região.



CASCANDO O BICO. A Cia de Rua e convidados sob a direção de Marcio Pial estreará em breve em Mogi das Cruzes espetáculo que traz Marco Cardoso, Camila Molina, Diego Castilho, Dj Bali e Marcio Pial – como Super Nóis –. “Cascando o bico” trata-se de espetáculo bem humorado que garante muita diversão ao público. Em breve mais informações. Aguarde!

TUCUNARÉ, A FILHA DA LUA escrita e dirigida por Ronaldo Ciambroni. Inspirada em uma lenda indígena, a peça conta a história de uma índia loira encontrada por peixes tucunarés. Filha da lua e do sol, ela tem a missão de proteger os habitantes das matas contra lenhadores e caçadores.  No elenco os atores Marco Cardoso como Cacique Guarari e Camila Molina como Tucunaré a filha da Lua. Peça infanto-juvenil que estreará em breve em Suzano e SP. Aguarde!

AGENTE CULTURAL – A prefeitura de Suzano abriu concurso público para várias vagas e áreas de atuação, entre elas a de Agente Cultural (05 vagas). Requisitos: Ensino médio completo e conhecimentos básicos de informática. Vencimento: R$ 1.582,21 + R$ 340,00 Benefícios. Jornada Semanal de 40 horas. As inscrições encerram-se em 28/01/2011. Para saber mais acesse:

http://www.pciconcursos.com.br/concurso/prefeitura-de-suzano-sp-456-vagas

ZOOM para Marco Cardoso no Diário de Mogi edição do domingo 09/01/2011 onde o colunista Anderson Magalhães destacou o trabalho do ator como um dos expoentes e talentosos atores da cidade e região. E... nós aqui do blog aproveitamos para agradecer o colunista, afinal, há que se valorizar a prata da casa.  

(por Meg Mamede)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Glossário das Artes.

Marco Cardoso como Creonte em Medeia de Nelson Albissu 


Tragédia: (Do grego tragoedia, canto do bode - sacrifício aos deuses pelos gregos). Francês: tragédie, Inglês: tragedy, Alemão: tragödie, Espanhol: tragedia.

Peça que representa uma ação humana funesta muitas vezes terminada em morte. Aristóteles dá uma definição de tragédia que influenciará profundamente os dramaturgos até os nossos dias: "A tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado e completo, de uma certa extensão, numa linguagem temperada com condimentos de uma espécie particular conforme as diversas partes, imitação que é feita por personagens em ação e não por meio de uma narrativa, e que, provocando piedade e temor, opera a purgação própria de semelhantes ações".  Vários elementos fundamentais caracterizam a obra trágica: a catharsis ou purgação das paixões pela produção do terror e da piedade; a hamartia ou ato do herói que põe em movimento o processo que conduzirá à perda; a hybris, orgulho e teimosia do herói ue perserva apesar das advertências e recusa esquivar-se; o phatos, sofrimento do herói que a tragédia comunica ao público. A sequência tipicamente trágica teria por "fórmula mínima": o mythos é a da práxis através do phatos até a anagnoris. O que significa, dito de maneira clara: a história clara imita as ações humanas colocadas sob o signo dos sofrimentos das personagens e da piedade até o momento do reconhecimento das personagens entre si ou da conscientização da fonte do mal.
 
Sem fazer aqui a história da tragédia, cumpre reter três periodos em que ela floresce particularmente: a Grécia clássica do século V, a Inglaterra elizabetana e a França do século XVII (1640-1660).


(Fonte:  dicionário de Teatro de Patrice Pavis)

domingo, 15 de agosto de 2010

Aprendendo com Arte.

A arte sempre teve um papel social na história da humanidade, maneira encontrada por muitos para passar seu recado, orientar, esclarecer e ensinar algo. Quando ela consegue extrapolar o palco, o picadeiro, as ruas, a telona, as galerias, os museus, saindo desse circuito para entrar no mundo do trabalho – seja nas altas esferas do mundo coorporativo, seja junto dos operários nas fábricas – assumindo de vez seu caráter transformador, é aí que percebemos que o ator ou artista é sujeito importante para prática da cidadania. Por isso toda a vez que: o artista pinta a cara, escolhe seu melhor repertório e coloca um sorriso no rosto para juntamente com equipes como a da Qualitá Soluções Empresariais apresentar propostas sobre a importância da prevenção de acidentes e/ou a preservação do meio ambiente, estão fazendo mais que arte, estão contribuindo para um mundo melhor. Através de campanhas de conscientização é possível conhecer melhor os problemas e soluções para o mundo em que vivemos e, com o uso das artes tudo se torna mais inteligível.

(por Meg Mamede)

(Na foto Marco Cardoso e a equipe da Qualitá - foto do arquivo pessoal Marco Cardoso)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tempos Modernos e o 456º Aniversário de São Paulo

No dia 25 de janeiro de 2010, a megalópole São Paulo completou 456 anos e a Globo prestou homenagem através da novela “Tempos Modernos”. Marco Cardoso esteve lá juntamente com a Cia de Rua, com parte do elenco da rede globo e muitos figurantes. A festa que foi ao ar no final do capítulo 13, no dia do aniversário da cidade, contou com música, teatro, malabaristas, palhaços e muito sol. No coração da cidade, na conhecida Praça Ramos  - os jardins do Teatro Municipal de São Paulo - entre palmeiras centenárias e um piano de calda, talentosos músicos fizeram a música ecoar enquanto artistas de circo, atores desconhecidos e rostos globais coloriram uma das cidades mais coloridas do mundo. Onde o branco, o negro, o amarelo e o vermelho se misturam desde a sua fundação, e que naquele dia foi só alegria.
(por Meg Mamede)

(Na foto: Cia de Rua com a atriz Cláudia Missura de "Tempos Modernos" - foto do arquivo pessoal de Marcio Pial)






No vídeo é possível  ver parte dos integrantes da Cia de Rua de Mogi das Cruzes,  aos 4:34 minutos o ator Marco Cardoso aparece fazendo malabarismo e aos 7:38 minutos toda a trupe aparece.


Nota: O texto narrado pelo ator Antonio Fagundes, trata-se de parte do Poema de Mário de Andrade intitulado “Quando eu morrer quero ficar”.

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.
Nota:

As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.

Quanto as outras imagens e fotos aqui utilizadas sem menção da autoria, por desconhecimento nosso, também será adotado o mesmo critério, ou seja, serão creditadas ou excluídas da postagem se necessário. Obrigada.