Conheça a programação completa
“Não me lembro ao certo quando me decidi por esta carreira, mas me lembro das muitas vezes que fiz rir, chorar e emocionei o público presente”
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Dramaturgias Urgentes.
O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil apresentam Dramaturgias Urgentes, programa que contempla concurso de dramaturgia, encontros com pensadores e criadores teatrais, leituras dramáticas e um site que, além de funcionar como portal de inscrição dos textos, provoca debates com artigos exclusivos.
Autores jovens e veteranos são convidados a participar do concurso. O programa propõe uma reflexão sobre a dramaturgia produzida hoje no país, seu potencial para abordar questões relevantes da nossa sociedade, e também sobre o próprio processo de criação dos artistas.
A programação do CCBB prima por valorizar a dramaturgia brasileira desde o pioneiro programa regular de leituras Dramaturgias, realizado entre 2002 e 2009, que congregou autores, atores, diretores, curadores e público em torno do fazer teatral contemporâneo.
Com a realização de Dramaturgias Urgentes o Centro Cultural Banco do Brasil alia produção, pensamento e educação, oferecendo aos autores pareceres técnicos emitidos por dramaturgos renomados, divulgando autores brasileiros e contribuindo com a formação de plateias críticas e participativas.
Para saber mais clique aqui
Informações (11) 3113.3651 | 3113.3652
(Fonte: MinC e CCBB)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Em destaque.
"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."
Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, quinto filho dos catorze que o casal Maria Esther Falcão e o jornalista Mário Rodrigues puseram no mundo. Os nascidos no Recife, além do biografado, foram Milton, Roberto, Mário Filho, Stella e Joffre. No Rio de Janeiro nasceram os outros oito: Maria Clara, Augustinho, Irene, Paulo, Helena, Dorinha, Elsinha e Dulcinha.
Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã. Em julho de 1916, d. Maria Esther e filhos chegam ao Rio de Janeiro num vapor do Lloyd.
Haviam vendido tudo no Recife para cobrir as despesas de viagem, e tiveram que ficar hospedados na casa de Olegário Mariano por algum tempo. Em agosto de 1916 alugaram uma casa na Aldeia Campista, bairro da Zona Norte da cidade, na rua Alegre, 135, onde a família Rodrigues teve seu primeiro teto na cidade.
Nelson ia sendo criado dentro do clima da época: as vizinhas gordas na janela, fiscalizando os outros moradores, solteironas ressentidas, viúvas tristes, com as pernas amarradas com gazes por causa das varizes. Naquela época os nascimentos eram assistidos por parteiras de confiança e eram feitos em casa. Os velórios também eram feitos em casa, usava-se escarradeira e o banho era de bacia. Nelson registrava em sua memória esse cenário. Daí sairiam os personagens de sua obra literária. (leia na íntegra)
Peças:
- A mulher sem pecado, 1941 - Direção Rodolfo Mayer
- Vestido de noiva, 1943 - Direção: Ziembinski
- Álbum de família, 1946 - Direção: Kleber Santos
- Anjo negro, 1947 - Direção: Ziembinski
- Senhora dos afogados, 1947 - Direção: Bibi Ferreira
- Dorotéia, 1949 - Direção: Ziembinski
- Valsa nº.6, 1951 - Direção: Henriette Morineau
- A falecida, 1953 - Direção: José Maria Monteiro
- Perdoa-me por me traíres, 1957 - Direção: Léo Júsi.
- Viúva, porém honesta, 1957 - Direção: Willy Keller
- Os sete gatinhos, 1958 - Direção: Willy Keller
- Boca de Ouro, 1959 - Direção: José Renato.
- Beijo no asfalto, 1960 - Direção: Fernando Tôrres.
- Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária, 1962 - Direção Martim Gonçalves.
- Toda nudez será castigada, 1965 - Direção: Ziembinski
- Anti-Nelson Rodrigues, 1973 - Direção: Paulo César Pereio
- A serpente, 1978 - Direção: Marcos Flaksman
Obs.- as peças de Nelson Rodrigues vêm sendo encenadas por diversas companhias teatrais em todo o Brasil até esta data.
Taí uma deixa pro ator Marco Cardoso... Que tal encarar uma montagem com base em uma das muitas obras do mestre Nelson Rodrigues?
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Em destaque.
Ronaldo Ciambroni, é ator, compositor, autor e diretor de teatro, TV e cinema.
Ganhador de mais de uma dezena de prêmios, incluído vários Moliere e Apetesp, Ciambroni é autor de 12 programas de TV, com destaque para Vila Sésamo, 22 textos para teatro infantil e dezenas para teatro adulto.
Trabalha profissionalmente como ator desde 1969. No mesmo ano, escreveu "Pop, a garota legal", uma peça infantil.
Em seguida, veio "Menino não entra, menina não entra", que era sobre o relacionamento de meninos com meninas, e também sobre as pessoas aprenderem a dividir o que têm. Em Portugal, a peça foi considerada comunista. No Brasil, a peça foi proibida também.
Depois, veio "O Palhaço Imaginador", que foi a primeira peça interativa: as crianças brincavam com o palhaço e davam um destino para o personagem. A platéia interagia com os atores, e dava ênfase à criação. As crianças participavam totalmente do espetáculo, e usavam a imaginação. Ganhou, com esse espetáculo, o primeiro Prêmio Molière. Nessa época, ele já estava escrevendo "Vila Sésamo".
Ganhador de mais de uma dezena de prêmios, incluído vários Moliere e Apetesp, Ciambroni é autor de 12 programas de TV, com destaque para Vila Sésamo, 22 textos para teatro infantil e dezenas para teatro adulto.
Trabalha profissionalmente como ator desde 1969. No mesmo ano, escreveu "Pop, a garota legal", uma peça infantil.
Em seguida, veio "Menino não entra, menina não entra", que era sobre o relacionamento de meninos com meninas, e também sobre as pessoas aprenderem a dividir o que têm. Em Portugal, a peça foi considerada comunista. No Brasil, a peça foi proibida também.
Depois, veio "O Palhaço Imaginador", que foi a primeira peça interativa: as crianças brincavam com o palhaço e davam um destino para o personagem. A platéia interagia com os atores, e dava ênfase à criação. As crianças participavam totalmente do espetáculo, e usavam a imaginação. Ganhou, com esse espetáculo, o primeiro Prêmio Molière. Nessa época, ele já estava escrevendo "Vila Sésamo".
Ciambroni foi o primeiro ganhador do Molière para espetáculo infantil. No mesmo ano foi indicado como ator por "Donana" (1974), e ganhou um prêmio pelo conjunto dos trabalhos, incluindo "Adeus, fadas e bruxas".
"Adeus, fadas e bruxas" transformou-se em um grande musical, dirigido por Emílio di Biasi, que só tinha dirigido teatro adulto anteriormente, e também Ivete Bonfá, Vic Militello, Edwin Luisi, Cristina Pereira, Ricardo Blat. Atores que eram muito respeitados no teatro adulto.
Com o espetáculo "A vaca Lelé", ganhou o segundo Molière.
Ronaldo Ciambroni foi um dos autores de "Vila Sésamo". Escrevia a versão brasileira e fazia a música também. Adaptava, também, alguns textos, mas como Naum Alves de Souza criou alguns bonecos brasileiros (o marinheiro, D. Hortênsia), foi Ciambroni quem deu personalidade a eles. (leia na íntegra).
Um dos últimos textos infantis que escreveu foi a peça "Tucunaré, a filha da lua", uma lenda indígena, peça na qual os atores Marco Cardoso, Camila Molina, Thiago Cardoso e Rafaela Federici estão trabalhando, sob a direção do próprio Ciambroni, e que em breve poderá ser vista em São Paulo.
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Nota:
As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.
Quanto as outras imagens e fotos aqui utilizadas sem menção da autoria, por desconhecimento nosso, também será adotado o mesmo critério, ou seja, serão creditadas ou excluídas da postagem se necessário. Obrigada.
As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.
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