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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Profissionalizando o setor cultural.


"A cultura, sob todas as formas de arte, de amor e de pensamento, através dos séculos, capacitou o homem a ser menos escravizado."

(André Malraux / escritor fancês - 1901-1976) 


A profissionalização do setor cultural será sem dúvida um grande passo para democratização da cultura no país. Há alguns anos atrás, talvez, há algumas décadas, começa a surgir os primeiros cursos livres de elaboração de projetos culturais e captação de recursos, hoje, o mercado oferece cursos variados para interessados, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro onde se concentra o maior número de produções, artistas e empresas potencialmente incentivadoras das artes no país.

Ainda é incipiente o número de profissionais capacitados para atender a demanda brasileira e mais uma vez esse número se concentra no eixo São Paulo - Rio. Se antes era complicado fazer um curso para compreender um pouco mais sobre leis de incentivo, projetos culturais e captação de recursos, hoje, com a internet, a informação está aí pra todo mundo. São blogs, material de cursos e e-books disponibilizados para download, cursos gratuitos como o curso on-line oferecido pelo programa de capacitação do MinC em parceria com a FGV e outras tantas empresas e instituições que oferecem workshop, cursos livres, extensões ou especializações em Elaboração de Projetos Culturais, Captação de Recursos, Gestão Cultural, Marketing Cultural, Produção Cultural, entre elas: CELACC, Itaú Cultural, ABCG, FAAP, PUC, atendendo a necessidades e recursos variados.

O que acontece no Brasil é que nós não aprendemos a gostar de arte. A educação e a cultura são áreas separadas em nossas vidas quando deveriam andar juntas. Não fomos educados para fruição, a formação humanística é pouca ou quase nula em nossa educação, aqui se contempla o tecnicismo e são deixados de lado o artístico e o lúdico e, isso reflete diretamente em nossa sociedade e profissionais. Enquanto o gestor muitas vezes desconhece as necessidades do artista e inclusive as artes, o artista não tem o preparo técnico que a elaboração e redação de projetos, a captação de recursos e o acerto de contas de um projeto requer.

Minha dica para quem quer se aprofundar no assunto é: pesquisar. Como disse anteriormente, hoje, há muito mais recursos do que havia duas décadas atrás quando as primeiras leis de incentivo surgiram no país e, é possível encontrar muita coisa interessante e esclarecedora na internet, basta saber buscar e garimpar a informação. Para aqueles que querem de fato profissionalizar-se indico a seguir algumas possibilidades de cursos com programa, duração e preço distintos, com certeza algum deles poderá atendê-lo a contento.


Escola São Paulo (São Paulo - SP)
Senac (São Paulo - SP)
Projecta (São Paulo - SP)
Manufatura da Cultura (R. Janeiro - RJ)
Ama Consultoria (Belém do Pará – PA)
Criativa (R. Janeiro - RJ)
Instituto Vanzolini (São Paulo - SP)
Alternativa (Rio de Janeiro - RJ)
Diálogo Social (São Paulo - SP)
Solar do Rosário (Curitiba – PR)
Quixote Art (Curitiba-PR)
Zucca (R.Janeiro - RJ)
Metodista (São Paulo – SP)
Kavantan (São Paulo – SP)
CEMEC (São Paulo – SP)
UNA (B.Horizonte - MG)


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Educar para Fruição.

Marco Cardoso, Jaqueline Vieira e Marcela Lino, atores da Cia Radiophônica de Theatro & Outras Cousas em "O Grande Concurso Cultural" trabalho com enfoque na 5 regiões geográficas do Brasil e abordagem do meio ambiente e cultura regional.  (foto: acervo da Cia Radiophônica).

Baseado em dados do MinC para exclusão cultural de 2007, podemos afirmar seguramente que os números para cultura no país não são nada animadores se considerarmos nossa extensão territorial e número de habitantes:

Somente 14% dos brasileiros frequentam cinemas;

92% dos brasileiros nunca foram a museu;

Apenas 7% da população brasileira estiveram em uma exposição de arte;

22% viram um espetáculo de dança;

Mais de 90% dos municípios não possuem salas de cinema, teatro ou museu;

73% dos livros estão concentrados nas mãos de apenas 16% da população.

E não paramos por aí,

Mais da metade dos brasileiros nunca comprou um único ingresso de cinema, nunca foi ao teatro, nunca viu uma exposição de arte, nunca assistiu a um show musical;

69% dos brasileiros nunca leu um livro;

77% dos brasileiros preferem usar o tempo livre com a televisão;

56% dos freqüentadores de cinema preferem filmes americanos. 72 % acham esses filmes ótimos e olha que o Brasil produz mais de 100 filmes/ano (para conhecer os números atualizados e publicado em 2010 acesse Cultura em Números).

Esse é o panorama da cultura no nosso país. Em face dos números poderíamos discutir por horas, dias ou meses de quem é a culpa, mas isso não levaria a solução dos problemas. É certo que o dever de garantir o acesso ao lazer e a cultura é do Estado, contudo, não podemos e nem devemos nos isentar de responsabilidades enquanto cidadãos que somos, por isso conhecer nossos direitos, bem como, os programas de incentivo à cultura sejam eles na esfera municipal, estadual ou federal nos traz a possibilidade de melhorar esses números a médio e longo prazo. A cultura é direito de todos! Mas, é nosso dever contribuir, cada um a sua maneira e através do papel que desempenha junto à comunidade, para que isso seja, também, uma realidade de todos.

Mas como fazê-lo?

Eu sempre acreditei que a base de tudo é a educação. E não me refiro aqui à educação formal, parte importante no processo, mas que sozinha não dá conta de preparar o cidadão no aprendizado da fruição. O conjunto formado pela família, escola, entorno e as escolhas feitas ao longo dos anos, são juntos, os responsáveis pelo cidadão que vê o lazer e a cultura como algo importante em sua vida, tanto quanto: um bom emprego, uma casa confortável e outros itens comumente importantes para o brasileiro. Isso é para poucos como nos mostram os números, mas não é algo impossível de mudar, requer esforço dos governos, das empresas, do terceiro setor e, sobretudo, vontade de mudança por parte da população excluída e/ou que se exclui da cultura. Os projetos de educação – formais ou não – são ferramentas fundamentais nesse processo e o esclarecimento e acesso à informação instrumentaliza agentes comunitários, produtores culturais, cooperativas e sindicatos ligados à cultura, artistas, gestores culturais e interessados em geral, fomentando a sociedade de maneira a aproveitar melhor nossa diversidade cultural.

A soma de tudo isso além de dar voz e forma a cultura brasileira, incentiva o artista a fazer o que sabe fazer de melhor, gera trabalho e estimula o cidadão no exercício da fruição.

Quem sabe daqui alguns anos a democratização da cultura será mais ampla, resultando em números melhores e cidadãos que se apropriam dos espaços e se identificam como sujeitos históricos realmente importantes no processo de desenvolvimento do país. Cidadãos que não atravessem a rua ao se deparar com uma cena de teatro, que não tenham medo ou vergonha de entrar num museu ou biblioteca, que cobrem e usufruam pra valer do que lhes é de direito. Brasileiros que vejam a cultura como uma aliada na construção do saber e na prática da cidadania.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Como usar o teatro na sala de aula.

A representação teatral constitui um instrumento indispensável na educação de crianças e jovens. Faltava, contudo, uma obra que apresentasse tanto os aspectos teóricos subjacentes ao fazer teatral, quanto exercícios práticos que podem ser aplicados durante as aulas.


Neste livro, Vic Vieira Granero, doutora pelo Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), mostra como o teatro pode ser utilizado em sala de aula incorporando (e sendo incorporado por) diferentes áreas que englobam o currículo escolar, para a realização de uma educação plena.

A partir de exemplos baseados em experiências pessoais, assim como de professores parceiros, Vic fornece instrumentos para que educadores de todas as áreas do ensino fundamental e médio, tanto no ensino público quanto no privado, sintam-se encorajados para utilizar o teatro como excelente recurso didático.


(Fonte: Editora Contexto)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Educação, Cultura e Diversão.

Essa é a proposta do grupo Cia de Rua para as escolas de Mogi das Cruzes e região, do ensino básico, passando pelo fundamental ao médio. A intenção dessa trupe é levar alegria de maneira lúdica e educativa,  despertando em crianças e adolescentes o interesse pelas artes. Os artistas Marcio Pial,Camila Molina, Marco Cardoso, Diego Castilho e o DJ Bali, com vários trabalhos na região e na capital paulista, levam até sua escola "DJ Pipoca e o Quarteto Palhaço" .

Segundo Marcio Pial, artista fundador do Cia de Rua, o grupo iniciou suas atividades em 2003 a partir de iniciativa própria, unindo toda a força e atitude dos dançarinos de rua com a beleza e graciosidade dos espetáculos circenses, buscando ações com uma nova concepção artística. Desde então, vem realizando diversos tipos de trabalho, desde peças infantil e adulta, eventos corporativos, bem como apresentações de acrobacia, malabares, palhaços e dança. Durante sua trajetória, participou de festivais de teatro, sendo contemplado em primeiro lugar com o prêmio Pirim-pim-pim, do Festival de Teatro Infantil de Mogi das Cruzes, no ano de 2008.


Para mais informações visite o site do grupo Cia de Rua ou entre em contato através do tel (11) 9579-1642 e-mail: marcio.pial@hotmail.com ou ainda marcohcardoso@gmail.com e leve para sua escola uma ótima opção para alunos, professores e colaboradores, afinal, alegria só faz bem!



(por Meg Mamede)
Nota:

As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.

Quanto as outras imagens e fotos aqui utilizadas sem menção da autoria, por desconhecimento nosso, também será adotado o mesmo critério, ou seja, serão creditadas ou excluídas da postagem se necessário. Obrigada.