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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Feliz Aniversário, envelheço na cidade!

Para uns Marco, Moica, Moca, para outros apenas Marquinho. Para os amigos o palhaço, para o público o ator, para alguns o estressado – especialmente lá em casa né –, o esquecido, o atrasado, mas seja o que seja ele sempre será o filho, o pai, o irmão, o amigo e o palhaço. Sempre!
Ele nasceu assim... desligado. Cheio de graça! Quando criança fez cada atrapalhada, chegou a entregar a marmita da irmã (euzinha) em outro endereço, alimentando, coincidentemente, outra Margarete. Noutra vez foi entregar algo do irmão Mauricio para o amigo Marcelo, mas entregou pro Marcelo errado.
Ah! Ele sempre foi durão, briguento! Mas chorava a bessa se ouvisse “Coração de luto” do Teixerinha.  
Algumas fotos do Marco Cardoso em companhia dos amigos de trabalho e da família

Mas, estas e outras histórias ficarão pra outro dia, porque hoje é dia de comemoração. Hoje o ator Marco Cardoso faz aniversário. Quantos anos? Isso é irrelevante quando se tem toda uma vida pela frente.
Eu havia pensado em fazer uma retrospectiva com fotos e trechos contados por ele sobre os momentos vividos no palco e fora dele, mas acredite, ele acabou esquecendo e não me mandou o material.
Resolvi então juntar alguns comentários de amigos e colegas de profissão e publicar no blog como um presente. Homenagem para ele que já foi Creonte, Jesus Cristo, bêbado, caipira, marujo, figurante, animador, Chalaça – o amigo do imperador - e muitos outros, que fez comédia, tragédia grega, curtas, longas, projetos educativos, dublagens, clown e muita “palhaçada” e continua muito desligado e amado também. Amado pela família, pelos amigos, pela mulherada e por seu público.
Marco, seu pai Mamede, sua mãe Albertina, seus irmãos Margarete, Mauricio, Maristela e Marcio, seus sobrinhos Guilherme, Marcelo e Laura e com certeza seu filho Cristian te amam muito e te desejam toda felicidade e sucesso do mundo.
Muitos dos seus amigos devem dizer coisas, coisinhas para você no dia de hoje e... alguns deles até enviaram comentários...   


Cia Radiophônica de Theatro & Outras Cousas
“Na Cia. Radiophônica, ele é o Marquinho".

Amigo, companheiro, engajado na luta constante, na correria de ensaios com pouco prazo, na compra de nossas brigas por mais trabalho, nossas experimentações, nas brincadeiras durante as viagens e naqueles minutos antes de entrar em cena...
Marquinho ator e palhaço, enroladinho de café, 
água gelada e banana (ele sabe do que se trata).

Beijos e feliz aniversário da turma da Radiophônica - Arthur, Bruna, Flavio, Jaqueline, Silvio e Waleska. 



"Maco" FOCO "Maco"
Quando estou dizendo algo importante e ele não ouve ou não foca no que dizemos, preocupado em nos surpreender com mais alguma intervenção sem nexo, mas totalmente engraçada, digo esta frase e não tem uma vez que ele não ri ....

É uma pessoa surpreendente, totalmente original e imprevisível, o que faz da sua cia algo imprescindível!!!!!

Adoro trabalhar com ele e pretendo estender esta parceria por  muitos mais anos e muitos trilhos!!!!

Bjos
Camila Molina (Atriz e bailarina - Cia Panto & Mima)


Thiago Cardoso
Ator Circense
Cia Panto & Mima
Meu nome é Thiago Cardoso, sou ator circence e filho do Marquinho.
Risos, calma que eu explico.
Trabalho com o Marco e com a Camila na PanTo & MiMa e em tudo mais que aparecer.

No final dos espetáculo, quando nos apresentamos, o pessoal pensa que somos irmãos por causa do sobrenome e como o Marquinho odeia ser chamado de velho logo surgiu a brincadeira de que não era meu irmão mais sim meu pai. Acontece que a brincadeira pegou.

Logo o respeito, admiração e amor que eu sentia por ele foram sintetizados num só palavra: Pai. Hoje tenho a sorte e o prazer de ouvir ele me chamar de filho.
Engraçado que com o tempo uma galera começou a comentar que somos parecidos mesmo, não só no jeito de interpretar (o que é muito orgulho para o meu trabalho), mas também  nas brincadeiras, caretas quando se erra a cena (ele faz muito isso) e coisa e tal.

A melhor palavra para definir o Marco na minha vida é Pai, pois pra mim ele é espelho e exemplo de como fazer teatro, é vilão quando briga comigo como se fosse meu irmão mais velho e Herói quando me faz acreditar no meu talento e nos meus sonhos e ainda amigo quando me abre os olhos pras coisas desse mundo.

Eu amo esse cara.

Marco acredite “os amores são contingentes, mas família e os amigos, esses são essenciais”.

Então... feliz aniversário!


(por Meg Mamede)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Levando a arte onde o povo está.

Os atores Thiago Cardoso e Marco Cardoso com Delaveiga,
funcionário da Uliana durante SIPAT da empresa.
Há anos fazendo teatro em palcos, escolas e nas ruas, o ator Marco Cardoso pôde descobrir outro espaço para levar sua arte: as empresas.

As fábricas, em especial o chamado “chão de fábrica” são um terreno fértil para trabalhar as artes cênicas, lugar, onde profissionais dos mais variados segmentos passam oito horas do seu dia, tendo sempre que estar muito atentos a tudo.
A princípio nota-se alguma resistência por parte de trabalhadores que não compreendem muito bem o que está acontecendo, a interrupção no trabalho feita por pessoas estranhas a seção, caracterizadas ou não, personagens caricatas com as quais muitos deles se identificam ao longo da intervenção, fez com o ator conhecesse outras formas de aplicação das artes cênicas, o resultado não poderia ser outro, ao final, expressões mais sérias dão lugar ao riso e a descontração e, o recado é dado através do chamado teatro empresarial ou teatro in company. 
Nos dias atuais a busca pela qualidade de produtos e serviços forçou as empresas a se preocuparem mais com o humano, fator esse essencial para alcançar objetivos e metas. As empresas que investem mais no bem estar dos seus colaboradores, preocupadas com a qualidade de vida dos funcionários e a sustentabilidade da empresa e entorno, geralmente, apresentam  cases de sucesso e caminham  lado a lado com as exigências mercadológicas de vanguarda.
Cena do filme "Tempos Modernos" de Charles Chaplin, EUA 1936.
Pensando na revolução industrial e toda a evolução que se deu desde essa época, saindo da Inglaterra, passando pelos EUA, onde Ford e sua “linha de produção” alavancaram o sonho americano de alguns, chegamos ao mestre Charles Chaplin que em “Tempos Modernos” nos mostra um pouco da realidade do trabalhador que atuava e atua nas linhas de produção até hoje e, a força do capitalismo ditando regras. Contudo há que se considerar que o mundo corporativo é feito de idas e vindas, como tudo nessa vida, ora a tecnologia, ora o humano se revezam para dar respostas ao mundo global em que vivemos.
E onde entra a arte? A arte é fundamental nesse processo já que tem o papel de transformar a rotina mecanizada e na maioria das vezes aborrecida do trabalhador, chamando a atenção durante as SIPAT’s e outras Campanhas internas, para as melhorias, posturas e a cultura adotada pelas empresas e, em contrapartida, visa fazer com que o trabalhador receba treinamento, informação e conscientização de maneira lúdica e respeitosa.
A mesma arte que faz a crítica social no último filme mudo de Chaplin, traz informação e humor através das intervenções do ator Marco Cardoso e dos atores que o acompanham nos trabalhos.

Segundo o ator “é gratificante saber que a arte cumpre seu papel social quando estamos fazendo trabalhos como esses em empresas de Mogi das Cruzes e região, tanto quanto, quando uma peça de teatro torna-se sucesso de público".

Levar a arte onde o povo está deveria ser sempre uma máxima!
(por Meg Mamede)

domingo, 14 de agosto de 2011

Glossário das Artes.

Marco Cardoso e Thiago Cardoso em apresentação durante a SIPAT 2011 na empresa Uliana Industria Metalurgica em Suzano, SP.
Thiago Cardoso e Marco Cardoso, Uliana SIPAT 2011.

                                                        
GAG: Francês: Gag, Inglês: Gag, Alemão: Gag, Espanhol: Gag.  

Do inglês norte-americano gag: efeito burlesco. A palavra é empregada em francês desde a década de 20. A gag é, no cinema, um efeito ou um esquete cômico que o ator parace improvisar e que é produzido visualmente, a partir de objetos, de situações inusitadas: é, "na gíria dos estúdios, uma achado irrestível que revigora e multiplica o riso num filme cômico" (B. Cendrars em L'Homme Fondroyé). No cinema como no teatro o ator cômico inventa, às vezes jogos de cena, lazzis, que contradizem o discurso e perturbam a percepção normal da realidade.

(Fonte: Dicionário de Teatro de Patrice Pavis)
Nota:

As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.

Quanto as outras imagens e fotos aqui utilizadas sem menção da autoria, por desconhecimento nosso, também será adotado o mesmo critério, ou seja, serão creditadas ou excluídas da postagem se necessário. Obrigada.