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domingo, 17 de junho de 2012

Literatura com Nelson Albissú.


Desde muito o escritor, cronista e diretor de teatro paulista Nelson Albissú  vem alegrando crianças, jovens e adultos. Ora na direção de peças e companhias teatrais de S.Paulo, ora com a arte de Shakespeare: a literatura.


Nelson Albissú by facebook
Autor de 51 livros publicados por várias editoras e dramaturgo de 15 textos teatrais, infantis e adultos. Nelson Albissú afirma que é graças a sua profissão de professor universitário de Teatro, que tem  a oportunidade de reler e pesquisar, semestralmente, com os alunos as peças teatrais de Shakespeare. Essa feliz junção lhe trouxe o privilégio e a possibilidade de ver seu nome associado ao de Shakespeare na coleção Teatro de Shakespeare em Contos da Editora Elementar.

Mestre em Artes Cênicas, formado pela Universidade de São Paulo, roteirista, cronista semanal e diretor de cultura da Secretaria de Cultura de Mogi das Cruzes, SP. O autor "Ama os livros, crianças, velhos e bichos".



Destacamos agora dois livros do autor e amigo do ator Marco Cardoso, que fazem parte da coleção Teatro de Shakespeare em Contos, da Editora Elementar.


A Tempestade



Próspero, Duque de Milão, é um mago de grandes poderes. Há doze anos, por traição de seu irmão Antonio e de Alonso, Rei de Nápoles, ele e sua filha, Miranda foram exilados numa ilha selvagem. Lá, ele toma o disforme Caliban, filho de uma bruxa local, e Ariel, espírito capaz de se metamorfosear nos elementos da natureza, como seus servidores.

Ao saber que seus traidores se aproximam da ilha num navio, com o auxilio de Ariel, para se vingar deles, Próspero desencadeia uma tempestade que provoca o naufrágio e obriga os seus desafetos a irem parar à ilha. Com eles, traz também o príncipe de Nápoles, na esperança de que ele se torne noivo da sua filha.


Romeu e Julieta



Considerada a mais linda história de amor de todos os tempos, Romeu e Julieta narra o trágico amor de dois jovens enamorados, pertencentes a duas famílias rivais, mais ricas e importantes de Verona, Itália.

Ao descobrirem que cada qual faz parte da família inimiga, os dois jovens resolvem se casar secretamente. Certo de que a união reconcilie as duas famílias, Frei Lourenço, celebra o casamento.

Entretanto, trágicas consequências os separam até a morte, que os une eternamente e põe fim a insana rixa dos Montecchios e Capuletos.



Nelson, Shakespeare e os amantes da boa literatura agradecem!

(por Meg Mamede)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Em destaque

Foto: Último Segundo
Renato José Pécora (São Paulo SP 1926 - idem 2011). Diretor. Fundador e idealizador do Teatro de Arena, diretor do espetáculo Eles Não Usam Black-Tie, considerado divisor de águas, que introduz o nacionalismo no teatro brasileiro.

Ainda como aluno da primeira turma da Escola de Arte Dramática - EAD, em São Paulo, onde se forma em 1950, José Renato sugere o formato em arena para um espetáculo. O professor e crítico Décio de Almeida Prado oferece suporte teórico para a idéia apresentando-o ao estudo pioneiro de Margot Jones, Theater in The Round. José Renato e Décio escrevem, em colaboração com Geraldo Mateus Torloni, uma justificativa teórica para o projeto, apresentada como tese no 1º Congresso Brasileiro de Teatro, no Rio de Janeiro, em 1951.

No intuito de empenhar-se na experimentação do formato arena, articula uma companhia que a realize, fundando o Teatro de Arena de São Paulo, em 1953. A primeira montagem, sob sua direção, ocorre no Museu de Arte de São Paulo - Masp (ainda na Rua Sete de Abril), com Esta Noite É Nossa, de Stafford Dickens. O pequeno repertório formado nos anos subseqüentes apresenta-se em fábricas, clubes e escolas, até ser adaptada a sala que é sede do empreendimento, na Rua Teodoro Baima, em 1955.

Suas primeiras direções são exercícios, destinados ao encontro de uma estética em arena. Após a fusão com o Teatro Paulista do Estudante, TPE, o Arena aumenta seu contingente e ambiciona montagens mais relevantes, como Escola de Maridos, de Molière, em 1955. José Renato dirige Eles Não Usam Black-Tie, em 1958, lançando o primeiro texto de Gianfrancesco Guarnieri, germe do futuro Seminário de Dramaturgia. São direções suas, ainda no Arena, Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, em 1960; e Os Fuzis da Sra. Carrar, de Bertolt Brecht, em 1962.

José Renato cumpre um estágio na França junto ao Théâtre National Populaire, TNP, de Jean Villar, retornando ao final de 1959, quando o Arena excursiona no Rio de Janeiro. Nesta cidade é contratado para dirigir o Teatro Nacional de Comédia - TNC, agora também inclinado no rumo da nacionalização do repertório, ali estreando Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, em 1962, cuja direção garante a ele o Prêmio da Associação de Críticos do Rio de Janeiro. No mesmo conjunto, é o diretor de O Pagador de Promessas, de Dias Gomes, em 1963. Seguem-se outras produções, entre elas O Círculo de Giz Caucaziano, de Bertolt Brecht, e As Aventuras de Ripió Lacraia, de Chico de Assis, em 1963, levadas em repertório para todas as capitais do país. Em 1964, inaugura o Teatro Ruth Escobar, com A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht.

Após o golpe militar, vai para Curitiba, onde ajuda a fundar o Teatro de Bolso, com a encenação de O Noviço, de Martins Pena, 1965.

Com a extinção do TNC, Renato torna-se um diretor de produções isoladas. Em 1979 encena Rasga Coração, obra do amigo de longa data Oduvaldo Vianna Filho, um de seus maiores sucessos de crítica e público, num momento marcado pelo teatro de resistência.

Em 1970 ingressa como professor de direção teatral na Escola de Teatro da Fefierj, atividade que exerce até 1996, ao se aposentar.

Dedica-se também à dramaturgia, sendo de sua autoria: Plantas Rasteiras, prêmio de melhor autor da Academia Paulista de Letras; Escrever sobre Mulheres, encenada no Teatro Brasileiro de Comédia - TBC, 1951, e no Teatro de Arena, 1956; Ternura, encenada na TV Record, São Paulo, 1957; Visita de Pêsames; O Aniversário; Ano Bom em Família; Alguém Dormiu com Maria; sendo co-autor, juntamente com Paulo Pontes e Milton Moraes, de Um Edifício Chamado 200. Este último, de 1972, é um sucesso de bilheteria, juntamente com Alegro Desbum, de Oduvaldo Vianna Filho e Armando Costa, 1973; Baixa Sociedade, de Juca de Oliveira, 1979; e Motel Paradiso, também de Juca de Oliveira, 1982.

Sua encenação de A Ópera dos Três Vinténs merece a seguinte avaliação do crítico Décio de Almeida Prado: "O caráter paródico do texto fá-lo oscilar permanentemente entre o sinistro e o cômico. A encenação de José Renato resolve esta duplicidade de tom sempre a favor do burlesco. (...) O desempenho dos atores, de resto, é pouco estilizado, quase realista, não tirando partido das sugestões plásticas do expressionismo alemão. Estas falhas são todavia compensadas pela excelente concepção geral do espetáculo, fundadas sobre os cenários e figurinos apropriadamente carregados de Flávio Império".1

Notas

1. PRADO, Décio de Almeida. Exercício findo. São Paulo: Perspectiva, 1987. p. 58-61.



"Grande homem do teatro brasileiro. Amigo, profissional e excelente pessoa com quem tive o prazer de trabalhar em 'De Cara com o Avesso' em 2004. O teatro brasileiro ficou mais pobre ao perder no dia 02 deste mês o ícone Zé Renato."
(Marco Cardoso)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Em destaque.


"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."

Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, quinto filho dos catorze que o casal Maria Esther Falcão e o jornalista Mário Rodrigues puseram no mundo. Os nascidos no Recife, além do biografado, foram Milton, Roberto, Mário Filho, Stella e Joffre. No Rio de Janeiro nasceram os outros oito: Maria Clara, Augustinho, Irene, Paulo, Helena, Dorinha, Elsinha e Dulcinha.

Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã. Em julho de 1916, d. Maria Esther e filhos chegam ao Rio de Janeiro num vapor do Lloyd.

Haviam vendido tudo no Recife para cobrir as despesas de viagem, e tiveram que ficar hospedados na casa de Olegário Mariano por algum tempo. Em agosto de 1916 alugaram uma casa na Aldeia Campista, bairro da Zona Norte da cidade, na rua Alegre, 135, onde a família Rodrigues teve seu primeiro teto na cidade.

Nelson ia sendo criado dentro do clima da época: as vizinhas gordas na janela, fiscalizando os outros moradores, solteironas ressentidas, viúvas tristes, com as pernas amarradas com gazes por causa das varizes. Naquela época os nascimentos eram assistidos por parteiras de confiança e eram feitos em casa. Os velórios também eram feitos em casa, usava-se escarradeira e o banho era de bacia. Nelson registrava em sua memória esse cenário. Daí sairiam os personagens de sua obra literária. (leia na íntegra)

Peças:

- A mulher sem pecado, 1941 - Direção Rodolfo Mayer
- Vestido de noiva, 1943 - Direção: Ziembinski
- Álbum de família, 1946 - Direção: Kleber Santos
- Anjo negro, 1947 - Direção: Ziembinski
- Senhora dos afogados, 1947 - Direção: Bibi Ferreira
- Dorotéia, 1949 - Direção: Ziembinski
- Valsa nº.6, 1951 - Direção: Henriette Morineau
- A falecida, 1953 - Direção: José Maria Monteiro
- Perdoa-me por me traíres, 1957 - Direção: Léo Júsi.
- Viúva, porém honesta, 1957 - Direção: Willy Keller
- Os sete gatinhos, 1958 - Direção: Willy Keller
- Boca de Ouro, 1959 - Direção: José Renato.
- Beijo no asfalto, 1960 - Direção: Fernando Tôrres.
- Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária, 1962 - Direção Martim Gonçalves.
- Toda nudez será castigada, 1965 - Direção: Ziembinski
- Anti-Nelson Rodrigues, 1973 - Direção: Paulo César Pereio
- A serpente, 1978 - Direção: Marcos Flaksman

Obs.- as peças de Nelson Rodrigues vêm sendo encenadas por diversas companhias teatrais em todo o Brasil até esta data.


Taí uma deixa pro ator Marco Cardoso... Que tal encarar uma montagem com base em uma das muitas obras do mestre Nelson Rodrigues?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Em destaque.

Ronaldo Ciambroni, é ator, compositor, autor e diretor de teatro, TV e cinema.

Ganhador de mais de uma dezena de prêmios, incluído vários Moliere e Apetesp, Ciambroni é autor de 12 programas de TV, com destaque para Vila Sésamo, 22 textos para teatro infantil e dezenas para teatro adulto.

Trabalha profissionalmente como ator desde 1969. No mesmo ano, escreveu "Pop, a garota legal", uma peça infantil.

Em seguida, veio "Menino não entra, menina não entra", que era sobre o relacionamento de meninos com meninas, e também sobre as pessoas aprenderem a dividir o que têm. Em Portugal, a peça foi considerada comunista. No Brasil, a peça foi proibida também.

Depois, veio "O Palhaço Imaginador", que foi a primeira peça interativa: as crianças brincavam com o palhaço e davam um destino para o personagem. A platéia interagia com os atores, e dava ênfase à criação. As crianças participavam totalmente do espetáculo, e usavam a imaginação. Ganhou, com esse espetáculo, o primeiro Prêmio Molière. Nessa época, ele já estava escrevendo "Vila Sésamo".

Ciambroni foi o primeiro ganhador do Molière para espetáculo infantil. No mesmo ano foi indicado como ator por "Donana" (1974), e ganhou um prêmio pelo conjunto dos trabalhos, incluindo "Adeus, fadas e bruxas".

"Adeus, fadas e bruxas" transformou-se em um grande musical, dirigido por Emílio di Biasi, que só tinha dirigido teatro adulto anteriormente, e também Ivete Bonfá, Vic Militello, Edwin Luisi, Cristina Pereira, Ricardo Blat. Atores que eram muito respeitados no teatro adulto.

Com o espetáculo "A vaca Lelé", ganhou o segundo Molière.

Ronaldo Ciambroni foi um dos autores de "Vila Sésamo". Escrevia a versão brasileira e fazia a música também. Adaptava, também, alguns textos, mas como Naum Alves de Souza criou alguns bonecos brasileiros (o marinheiro, D. Hortênsia), foi Ciambroni quem deu personalidade a eles. (leia na íntegra).

Um dos últimos textos infantis que escreveu foi a peça "Tucunaré, a filha da lua", uma lenda indígena, peça na qual os atores Marco Cardoso, Camila Molina, Thiago Cardoso e Rafaela Federici estão trabalhando, sob a direção do próprio Ciambroni, e que em breve poderá ser vista em São Paulo.


***
Nota:

As fotos utilizadas no blog são do arquivo pessoal do ator Marco Cardoso e amigos. Caso você conheça a autoria das fotos favor infomar-nos para que os créditos sejam mencionados no blog.

Quanto as outras imagens e fotos aqui utilizadas sem menção da autoria, por desconhecimento nosso, também será adotado o mesmo critério, ou seja, serão creditadas ou excluídas da postagem se necessário. Obrigada.